Com menos investimento, Brasil alcança recorde devido à novas modalidades Olímpicas

Desempenho das mulheres e novos esportes no cenário olímpico, fizeram com que Brasil superasse cortes orçamentários para alcançar recorde.

Desde 2016 (após o Impeachment sem crime), o Brasil vem perdendo orçamento no esporte, com a entrada de Jair Bolsonaro na presidência do Brasil, além de ampliar os cortes, dificultar acesso de novas pessoas à programas de incentivo, também extinguiu o Ministério dos Esportes, hoje, reduzido a categoria de secretaria vinculada ao Ministério da Cidadania.  

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Criado em 2005, durante o governo Lula, o Bolsa Atleta mudou a realidade de esportistas e do País no cenário internacional. Novas conquistas foram alcançadas. Hoje, os pagamentos do programa vão de R$ 370 por mês para atletas de base, nacional R$ 925, internacional R$ 1.850, olímpico/paralimpico R$ 3.100 e pódio R$ 5 mil a R$ 15 mil. O Bolsa Atleta financia cerca de 80% dos atletas brasileiros em Tóquio.

No geral, pouco mais de sete mil atletas são contemplados com o programa e o valor investido é de pouco mais de R$ 97 milhões, de acordo com a Agência Brasil (EBC). Valor que vem sendo diminuído a cada ano. Vale ressaltar que, não existe justificativa técnica para tal diminuição, haja vista, por exemplo, o cartão corporativo do presidente da República com gastos de mais de R$ 20 Milhões, em 2020, somente para o presidente, de acordo com o Portal da Transparência, ou mesmo a ampliação do Fundo Partidário, que pode chegar a quase R$ 6 Bilhões, como aprovado pelo Congresso Nacional no mês passado.

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Alison Cerutti, que faz dupla com Álvaro, foi eliminado nas quartas de final do Vôlei de Praia nas Olimpíadas e disparou.

“O mundo inteiro está investindo no Vôlei de Praia e nós estamos ficando parados, Isso não é um desabafo. Parabéns ao mundo, que está investindo”

Alison

Vale ressaltar que desde 1996, em Atlanta, quando a modalidade entrou nas Olimpíadas, o Brasil chegava ao pódio, e desta vez nenhuma dupla, feminina ou masculina, chegou.   

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Incentivo ao esportista

O incentivo no esporte pode ser por via de estatais ou empresas privadas, como acontece no mundo inteiro. Uma medalha olímpica não é conquistada apenas por vontade, superação do atleta ou algum tipo de mandinga. É necessário investir e planejar, como acontece no mundo inteiro.  

O incentivo ao esportista também não significa que fará campeões olímpicos, mas é de extrema importância para a inclusão social.

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O Isaquias Queiros, por exemplo, hoje é atleta do Flamengo e tem estrutura para boa performance em esporte de alto rendimento, no caso a canoagem. No entanto, ele faz parte de um processo que começou em 2011, quando o BNDES fez um levantamento para direcionar investimento e a canoagem ficou em quinto lugar.

No entanto, os quatro esportes que estavam na frente da canoagem já possuíam algum financiamento de empresas públicas e sociedades de economia mista, eram elas: boxe (Petrobras), judô (Infraero), atletismo (Caixa) e natação (Correios).   

Resultado do investimento: Isaquias ganhou na Rio 2016 três medalhas, o primeiro brasileiro a alcançar a marca. Foram duas pratas e um bronze. No Japão, 2021, conquistou a medalha de ouro.     

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Mulheres de ouro

O aumento no número de medalhas deve-se muito às mulheres que alcançaram conquistas inéditas nestas Olimpíadas. No Rio 2016, cinco mulheres ou equipes femininas foram medalhistas, desta vez o número foi para nove.

Ao todo foram 21 medalhas conquistadas em Tóquio em 2021 e 19 no Rio de Janeiro, que até então era o recorde brasileiro. Importante lembrar que, apenas nas próximas Olimpíadas, em Paris, 2024, o número de vagas para homens e mulheres será o mesmo.  

Um exemplo foi a dupla de vela classe 49er FX, formada por Martine Grael (foto) e Kahena Kunze (foto de capa) que conquistaram ouro no Brasil e repetiram o feito no Japão.  

Martine Grael

Novos esportes Olímpicos

O surf e o skate contribuíram muito para a marca alcançada pelo Brasil, foram três medalhas de prata no skate e uma de ouro para o surf. Modalidades estreantes em Olimpíadas. E a opinião pública, além da organização dos jogos, consideraram sucesso absoluto. O que tira de vez a ideia de esporte marginalizado por muitos brasileiros.

Com ressalva para Rayssa Leal, de apenas 13 anos, a ‘Fadinha do Skate’ que encantou o mundo inteiro no ‘street’, não só por sua habilidade, mas também por sua alegria contagiante e espirito olímpico.      

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O Brasil terminou na 12° posição nas Olimpíadas de Tóquio, com 21 medalhas, sendo 7 de ouro, 6 de prata e 8 de bronze. Uma posição a mais que no Rio de Janeiro, quando ficou com 7 de ouro, 6 de prata e 6 de bronze (19 medalhas). EUA (113 medalhas), China (88 medalhas) e Japão (58 medalhas) foram os três primeiros no Japão.

Veja os medalhistas das Olimpíadas de Tóquio 2021  

Fonte: COI

Fotos: arquivo Sergio Menna Barreto em registro fotográfico feito em Búzios


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