“Não podemos naturalizar mortes e sofrimento”

Brasil atinge a terrível marca de mais de 3 milhões de infectados e mais de 100 mil óbitos pela Covid-19. Governo Federal segue sem titular na Saúde.

O dia 08 de agosto ficará marcado na história do país. A marca de cem mil óbitos e mais de três milhões de infectados fora atingida. Foram mais de 100 mil despedidas até agora. Vidas interrompidas pela doença.

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No dia 26 de fevereiro, São Paulo registrou o primeiro caso da doença no Brasil, um homem de 61 anos que havia acabado de fazer uma viagem à Itália. No dia 12 de março foi registrada a primeira morte.

Enquanto parte da população do Brasil observava apreensivo o que aconteceria, o presidente Jair Bolsonaro minimizava a doença, chegou a chamar de ‘gripezinha’.

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O negacionismo constante do presidente foi inclusive contra a Constituição, que diz que ‘todo brasileiro tem direito a saúde’, em seu atrigo 196. De acordo com o artigo, governantes precisam se esforçar nos âmbitos sociais e econômicos para cumprir a Lei.

Infelizmente, nem mesmo o orçamento previsto para o combate ao Coronavírus foi respeitado, até poucos dias atrás, apenas quase 30% da verba havia sido utilizada.

Do início da pandemia, no Brasil, até hoje, foram três ministros. Os dois antecessores eram médicos e com especializações na área da Saúde, no entanto, dia 15 de maio, o presidente optou por colocar o interino Eduardo Pazuelo para administrar o Ministério da Saúde, no entanto, o militar de carreira não tem nenhuma formação na área. As mudanças não pararam por aí, técnicos, médicos e cientistas também foram exonerados da pasta e substituídos por militares, também sem formação em Saúde.  

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Brasileiros de diferentes faixas etárias e classes sociais se foram, alguns famosos que o Brasil perdeu foram o compositor Aldir Blanc, o jornalista Rodrigo Rodrigues e o artista plástico Daniel Azulay, entre outros.

Os números poderiam ser maiores, caso medidas como isolamento social, uso de máscaras e higienização não fossem tomadas. Para o infectologista Júlio Croda, as medidas precisam continuar, “para atingir 150 mil e não 200 mil mortos. Não podemos naturalizar mortes e sofrimento”.  

Respeite a vida!


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