Toneladas de resíduos sólidos continuam indo para os mares do Brasil

Projeto ‘Lixo Fora D’água’ apresenta levantamento de estudo inédito realizado no país.

Números assustadores levantam um alerta para que alguma providência tenha que ser tomada. No entanto, a população não deve esperar que o Poder Público tenha a iniciativa, é importante que cada um faça a sua parte e tenha consciência do descarte de seus lixos.

O recente e inédito estudo fora realizado pelo projeto ‘Lixo Fora D’água’, que combate a origem de poluição marinha por resíduos sólidos, coordenado pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) e um acordo de cooperação com a Secretaria Municipal de Santos com apoio da Agência de Proteção Ambiental da Suécia.

O resultado é estarrecedor: a estimativa é que a cada 8km de praias do litoral brasileiro, tenha 200 mil bitucas de cigarros, 150 mil fragmentos de plástico, 19 mil hastes plásticas (como de pirulitos e cotonetes), 15 mil lacres, tampas e anéis de latas e 7 mil palitos (como de sorvete e churrasco).  

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No estudo, a quantidade excessiva de lixo nos mares não tem origem somente das praias, mas também de canais que passam por áreas urbanas e até mesmo de áreas de palafitas.

A Vida marinha também acaba ameaçada por esses números. Ano passado viralizou uma foto de um pássaro alimentando um filhote com bituca de cigarro. O registro feito pela fotógrafa karen Meson, em uma praia da Florida (EUA). A imagem rodou o mundo através da imprensa internacional e redes sociais, inclusive no Brasil.

Registro feito pela fotógrafa Karen Meson (Reprodução)

Milhões de toneladas de lixo sem destino correto

O levantamento aponta que dos resíduos sólidos, 52,5% são de plásticos de tipos variados e isopor; 40,4% são bitucas de cigarro e 7,11% de borracha, metal, madeira, embalagem, entre outros.

Indicadores internacionais apontam que 80% dos resíduo solido no mar tem origem no continente, isto é, em ambiente terrestre. No Brasil mais de 2 milhões de toneladas do resíduos sólidos urbanos vão parar nos rios e mares todos os anos. Em Búzios, não temos dados.

O projeto que existe desde 2018, além de ter como primeiro polo a cidade de Santos, em são Paulo, também acontece na cidade do Rio de Janeiro, Balneário Camboriú (SC), São Luís (MA), Fortaleza (CE), Ipojuca (PE) e Bertioga (SP).


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